ADOAÇAO OU ENTRETENIMENTO?

Adoração ou entretenimento?



 Ser evangélico virou moda, e culto virou show, quando não é de bizarrices, é de musica mesmo! As teatralidade corre solta, e as inovações para atrair um publico desavisado. Já há muito tempo no começo da minha fé, me lembro em um ginásio de esportes onde foi realizado um evento, um congresso, pela minha antiga denominação, onde foi apresentado um teatro com tema de fundo uma musica do conjunto Voz da Verdade. O povo crente entrou em delírio emocional, e de fato a apresentação emocionou. Uma boa dose de emoção não é errado, o contexto em que se emociona pode ser, pois a emoção faz com que uma pessoa tome decisões precipitadas e não refletidas. Eis porque os grandes eventos evangelisticos, onde se chama gente para aceitar Jesus, depois de uma mensagem regada a cargas emocionais e outros apelativos. No final das contas tem um resultado reduzidos quase ninguém. Os decididos desaparecem, porque houve uma conversão psicológica e superficial. Embora essa técnica esteja ainda em uso, ela é perigosa, porque apresenta um outro tipo de evangelho, um convite não bíblico para se entrar no cristianismo. Em um outro evento, também no começo da minha fé, vi quantas pessoas aceitaram a Jesus, só na noite do apelo, no dia seguinte já viviam uma vida normal como incrédulos, e morreram como tais. Outra experiência própria de um certo interlocutor com um programa local, novamente usando estratégias psicológicas e técnicas similares para obter resultados massivos com efeitos superficiais. O final da historia é sempre esse: se apresenta resultados que nunca condizem com a realidade. Vejamos mais exemplos, um outro dia ainda recente vi como certo pregador em um evento, através de um apelativo extravagante e aterrorizante, fazia com pessoas tomassem decisões forçadas. Não preciso ir além para dizer que os resultados daquelas noites nunca apareceram na nossa igreja, os decididos sumiram para sempre, porém, os viciados em estatísticas, precisam dos números para fazerem seus shows. E apresentam os resultados de seus eventos por onde passam, somando sempre cada vez mais, decisões fantasmagóricas, já que na vida real, não há evidencias de fatos concretos que sustentem as suas estatísticas. É esse o show que vivemos hoje, com a aprovação cega de uma maioria esmagadora dos crentes de banco que assistem os shows gospel modernos de forma completamente cega, sem enxergar o obvio dessas manipulações mentirosas. Hoje é preciso de carga emocional para sustentar a espiritualidade carnal dos pseudo-crentes. Estive anos atrás em uma igreja pentecostal tradicional, dessas que idolatram o barulho. Como a minha pregação era expositiva e calma, visando a edificação da igreja com alimento sólido, vi a maior parte da congregação se levantar e ir embora quando notaram que não tinha pulos, show pirotécnico espiritual, e outras coisas mais. Até o responsável pela congregação se sentiu constrangido. A adoração ao Senhor, como uma parte fundamental do culto, bem como aquelas horas de oração, sumiram da igreja. na verdade, a maior parte do povo acha enfadonho um culto bíblico, onde seja pregada a palavra como ela é, sem os regaços do fermento humanista, ou o mosto envenenado da teologia da prosperidade e do triunfalismo egocêntrico. Mas como Jesus expulsou os vendilhões do templo, seria bom que ele também expulsasse os artistas. Pois a infâmia é a mesma, quase sempre se faz show para sugar o dinheiro do povo, e mante-lo cativo numa religião viva misturada com uma espiritualidade morta. Certa vez vi num congresso missionário, o interlocutor com toda a facilidade levar um ginásio ao delírio, ele usou a palavra mágica”Deus me mostrou” quem questiona um líder carismático, quando ele tem uma experiência pessoal com um deus?n Deus me mostrou que existem uma quantidade X de pessoas que vão contribuir com R$ 50,00. ah! Quase sempre o numero não é exato, ou aparece menos ou mais, acho que o deus que tais servem não é muito bom de matemática. O que falta em nossos templos, senão o temor, a reverencia, o respeito e uma adoração genuína, alem de estudos bíblicos para tirar essa gente do lodo do analfabetismo espiritual? Precisamos resgatar a essência do que significa adoração verdadeira “Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade.” (Salmos 29:2)  Jesus mesmo afirmou “A minha casa é casa de oração;” (Lucas 19:46) sim, casa de oração, e isso é o que você menos encontra nos templos evangélicos: oração. Você encontra todo tipo de coisa, musica, muita musica, dança, teatro, entretenimento, diversão, negócios, heresias, bizarrices, sessões,sim a comercialização do evangelho, você encontra tudo o que faz um templo ser qualquer coisa, menos uma casa de oração, anos atrás assisti a um culto em uma igreja neo-pentecostal onde não se orou nada, ninguém orou, mas no entanto foram mais de duas horas de louvor, isso mesmo! Fui testemunha ocular disso, e pergunto? É uma casa de oração? Nunca! Se você convida as pessoas para orarem, poucos querem isso, mas a diversão todos querem ir. A maneira mais eficaz, a estratégia mais sagaz que se tem de se encher igreja e promover shows e muito entretenimento. Se você fazer do templo uma casa de oração. Ela ficará vazia, a maioria esmagadora desaparecerá, sabe porque? porque a maioria nunca nasceu de novo, e não reconhece a essência e o fundamento de uma verdadeira vida de oração. Não entendem e não reconhecem a importância da oração.
Uma das passagens clássicas sobre adoração, saíram dos lábios de nosso precioso e maravilhoso mestre Jesus Cristo: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”(João 4:23) verdadeiros adoradores, adorar em espírito e em verdade, são condições elevadas, é necessário que se tenha um coração quebrantado, que se entenda as coisas, as realidades espirituais. Nos temos um exemplo claro de como um culto pode tomar uma forma diferente e ter resultados trágicos. A igreja de Corinto. Os cristãos estavam fazendo da santa ceia uma reunião de comilanças e bebedices, havia algo errado ali, não se estava discernindo o corpo e o sangue do Senhor. Ou seja, com o passar do tempo, o culto tomou outro rumo, o verdadeiro significado foi perdido, e a santa ceia tornou-se uma reunião frugal e social. Perdeu-se o verdadeiro sentido do culto. Isso ocorre hoje em nossos dias. Não se adora em espírito e em verdade. Aliás, Tozer já dizia e advertia que a adoração era a jóia perdida da igreja evangélica moderna. E isso é verdade!
“ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. “(Romanos 12:1). Culto racional, ou seja que se entenda o que é  um culto, que  se tenha noção, sensibilidade, discernimento e entendimento, é aqui que entra a máxima da lei da devoção: amar o Senhor de todo o coração de toda alma e de todo entendimento.  Vimos isso hoje? Vimos muito barulho e pouca devoção, muita confusão e pouca adoração, muito louvor (se é que certos tipos de musicas podem ser consideradas apropriadas para louvar) e pouca oração. Não aceitar isso, é querer tapar o sol com uma peneira!
Hoje muitos cultos estão centralizados no homem, se cultua as bênçãos e os dons, verdade! Eu tenho visto pessoas se emocionarem com um testemunho de milagre, mas não se emocionam com o autor dos milagres! Verdade! Tenho visto muita gente se emocionar com a musica, não com Deus.que deve ser adorado no louvor. Se você canta um hino onde Deus é louvado magnificado, o povo é indiferente. Se você cantar um hino sacro, há até alguns que irão rir e zombar, mas se você cantar um daquelas musicas que direciona o foco para você mesmo, afirmando que você está passando pela dura prova, mas vai receber vitória, que está no fundo do poço, mas vai receber a benção, ah! O povo pula, chora, grita, não me digam que não é assim, porque quase vinte anos de observação dentro das igrejas, não vi nada que me faça concluir o contrario, é uma lastima! Não se cultua a Deus, os crentes modernos estão cultuando a si mesmos, Quando não estão idolatrando os outros.


Clavio Juvenal Jacinto

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