A PROFUNDA SUPERFICIALIDADE DE NOSSOS DIAS



Uma das características que melhor definem a época da História em que vivemos é a superficialidade. Somos pensadores superficiais. Somos cristãos superficiais. Aliás, eu diria até que somos profundamente superficiais. Claro que ser “profundamente superficial” é o que chamamos de um oximoro – uma expressão que se contradiz e, ao fazê-lo, afirma uma contradição. Assim como “água seca”, ou uma “verdadeira mentira”, “profunda superficialidade” soa como um absurdo. Mas é isso mesmo o que somos. Pois somos superficiais até as mais profundas profundezas da nossa alma. Não importa quão profundamente cavemos na nossa alma contemporânea, nunca chegamos a algo que seja substancial. Tudo é superficial. Nossos sentimentos mais profundos são superficiais. Nossas paixões mais arrebatadoras são superficiais, efêmeras, passageiras. Somos pessoas cuja alma se assemelha a uma floresta inteiramente composta por árvores sem raízes. Por mais que você consiga adentrar os recônditos mais escondidos da floresta, não achará uma árvore que tenha firmeza. Pois, sem raízes, qualquer uma delas é facilmente arrancada pelo vento e substituída.
Essa constatação não significa que não tenhamos sentimentos fortes. Temos. Não quer dizer que nossas atitudes não sejam profundamente sentidas. São. Mas todas as profundezas do nosso ser, de nossos sentimentos e das nossas atitudes são, em última análise, superficiais.
Tomemos como exemplo a postura atual da maioria da sociedade brasileira contra a homofobia. “Todos” se dizem profundamente inconformados com os “tão intolerantes” cristãos. Afinal, “todos sabem” que qualquer opção de vida que um indivíduo faça é seu direito e é algo “absolutamente normal”. Esse é o discurso feito em público. Só que o bloco político que fez da sua campanha a defesa dos homoafetivos foi derrotado nas urnas de uma maneira tão absoluta e humilhante que ninguém quer falar a respeito do assunto. Na hora do “vamos ver”, da defesa política da opção dessas pessoas, ninguém compareceu. Multidões aparecem para fazer uma parada festiva. Mas, na hora de transformar esse discurso em ação… nada. E, quando não há um gay por perto, a grande maioria dos que os defendem não hesita em fazer piadas sobre os seus trejeitos.
Mas não sejamos duros com os que não compartilham da nossa fé. Afinal, vivemos numa casa cujo telhado também é de vidro. Se começarmos a jogar pedras, estilhaços vão voar para todos os lados.
Vejo pessoas demonstrarem uma enorme paixão ao defender o culto “gospel”, com todas as suas manifestações emotivas e bombásticas, e que afirmam ter um profundo “amor” para com Deus e seu Filho, Jesus Cristo, para não mencionar também o Espírito Santo. Derramam lágrimas. Fiéis se prostram e até se arrastam pelo chão, rugindo como leões. Muitos abanam os seus braços numa comoção em massa, enquanto alguém grita ao microfone algo sobre render honra, glória e louvor ao Deus Altíssimo, criador dos céus e da terra.
Pouco tempo depois, muitos (sim, muitos) estão tomando umas e outras no barzinho e contando piadas sujas. Não são poucos os jovens que até terminam no motel uma noitada após um “cultaço”. Sua paixão profunda no culto não passa de uma profunda superficialidade. Sim, porque não há ligação entre uma paixão e a outra. Arrebatados pelo culto, são, em seguida, igualmente arrebatados pelos seus instintos mais baixos, traindo tudo o que o culto deveria representar.
Leio a lista dos interesses que pessoas escrevem em seu perfil do Facebook e me espanto. Enquanto dizem “curtir” o reverendo Paul Washer, “curtem” programas de televisão que promovem sexo ilícito e toda sorte de perversão, justo aquilo que o reverendo Washer combate tão claramente: True Blood, Sexo sem compromisso, Friends, Vampire Diaries, Crepúsculo e uma infinidade de filmes e seriados que vomitam sua imundície sobre o mundo todo. Qualquer um que fizesse um estudo do perfil da maioria dos jovens que povoam a nação virtual teria que chegar à conclusão de que são insanos, hipócritas, e ímpios disfarçados de crentes. E é exatamente o que são. Iludem-se ao pensar que podem ser amigos do mundo e também de Deus.
Seus corações não estão alicerçados em Jesus. Sua paixão por Cristo é tão profundamente superficial como sua paixão pelas inúmeras cores de esmalte (que é a moda atual entre as mocinhas de Cristo) ou por sapatos – sim, sapatos. De cabeças ocas e corações esfacelados, vivem sendo arrebatados pela última novela (sim, porque isso é normal e achar que não é torna-se legalismo), moda, filme ou música. Põem Jesus Cristo ao lado de Lady Gaga nas suas páginas de “curtir”.
É insano. Uma geração sem moral, sem raízes e sem um norte.
Mas… será que são todos assim? Claro que não. Alguns estão começando a pensar. Alguns estão começando a se questionar. Nem tudo está perdido. Mas a maioria, lamento dizer, está.
Na paz,


O PODER DO SAL





Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. (Mt 5:13)


Jesus nessa passagem informa de modo claro que nós não somos como o sal, pelo contrario Ele afirma que o cristão é o sal da terra, ou seja ele não compara o cristão como o sal, Ele afirma que o cristão é o sal. Isso modifica completamente o nosso entendimento, e altera nossa responsabilidade como cristãos nesse mundo. Porque? Porque Jesus afirmou que somos o sal da terra. O sal foi uma das substancias mais valiosas na época de Jesus, hoje pode ser que tenha perdido parte de seu valor, mas não perdeu a sua importância, pelo contrario a sua importância vem aumentando através dos séculos. Calcula-se que o sal tenha mais de 14.000 mil utilidades em nosso mundo moderno, passando pelos restaurantes e fabrica de alimentos, pela cozinha de cada família até as mais versáteis industrias químicas. Jesus como criador sabia que o sal tinha essas qualidades múltiplas como substancia utilitária, e isso é uma das lições principais que precisamos aprender.
 Que papel você desempenha no Reino dos Céus? Quais são suas utilidades dentro do cristianismo? O que você faz pela causa do mestre? A utilidade do sal nos lança o desafio da auto-reflexão, olhar para nós mesmo, e ver nosso desempenho pela causa do Senhor, vivemos tempos difíceis, onde há mais gente dentro das igrejas dando trabalho do que trabalhando. A Função multifuncional do sal deve nos levar a  realidade de que não existe lugar para a ociosidade dentro do Reino dos Céus. Mas que você deve ser flexível, porque o sal tem muitas funções, desde passar pelo fogo até ser jogado no piso de uma casa para ser esfregado como agente de limpeza. O sal não reclama, age desde a remoção de uma sujeira até a produção de um remédio ou de um produto mais refinado, como plásticos e outros artefatos. A questão é essa: se o sal serve para mais de 14.000 utilidades e você não tem feito nada, ou tem feito apenas alguma coisa, significa que na essência você não é sal. Ser sal, tal como disse JESUS, e exercer múltiplas funções, sem variedade de escolhas, porque o sal está sujeito aquele que manuseia, e está pronto a ser utilizado de acordo com as condições de seu proprietário.
 Como o sal tem uma utilidade quase universal, e serve para manter a vida biológica, temos que entender que a importância do sal na igreja, proporciona um desenvolvimento e um avanço na obra de DEUS.
 Você precisa reavivar o conceito do sal na sua vida, Jesus não deixou lugar para uma opção neutra, se o sal deixa de ser sal, ele apenas serve para ser pisado pelos homens “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.” (Mt 5:13) Jesus advertiu sobre o risco da degeneração do sal (Lucas 14;34). Identificar a nossa utilidade no Reino de DEUS por isso mesmo é importante, o sal como função utilitária na igreja, é o ativo, o intercessor, o evangelizador, o cooperador, o que está disposto a ver a obra de DEUS avante, não é aquele que atrapalha, mas aquele que exerce a utilidade múltipla como tal.

Entre tantas utilidades interessantes do sal está a propriedade de catalisar, de absorver as qualidades do fogo, por exemplo a água salgada ferve mais rápido do que a água doce, e depois de aquecida, a água salgada retém por mais tempo o calor após a fervura. A bíblia ensina que nós precisamos ser fervorosos no Espírito(Romanos 12:11) o crente que é sal tem tendência de absorver com mais facilidade a presença de DEUS, ele sente a presença do fogo divino no culto, é quebrantado, tem mais sensibilidade, e acima de tudo o poder de DEUS fica nele mesmo depois do culto, e as vezes seu espírito fica praticamente inflamado por dias consecutivos, isso é próprio de quem é sal. Muitos falam sobre a frieza das reuniões, outros estão enfadados com os cultos quase que mortos, mas o cristão que é sal consegue absorver o movimento do Espírito Santo, para ele não há problemas com a promessa de que JESUS está no meio de um grupo que está reunido no nome DELE.
 Ser sal é ser sensível a presença do Bom Mestre JESUS, e reter o fogo do pentecostes, é ser inflamado pelas chamas do avivamento.  Nesses dias difíceis em que estamos vivendo, seria bom que tivéssemos mais sal na igreja. Você sabe daquele cristão que as vezes te incomoda, porque ele dobra o joelho e logo em seguida já chora, já clama em agonia, ele mal dobra o joelho e já está quebrantado, é porque sente de imediato a presença de DEUS, isso é próprio de quem é sal. Não se assuste, você precisa ser igual a ele, seja sal, não seja frio, a frieza e a mornidão não combina com a ortodoxia e não condiz com a santidade.
 Outra utilidade interessante do sal é que ele tem o poder de derreter o gelo, e já que acabamos de falar sobre o poder do sal em absorver com facilidade as propriedades e as virtudes do fogo, o sal também tem o poder de derreter o gelo, ele hoje ainda é usado em cidades onde a neve é freqüente em estações como o inverno, para derreter o gelo que se acumula nas ruas e nas rodovias. Joga-se sal, e a frieza vai embora, joga-se o sal e o gelo derrete. Isso deveria ser a resposta de porque muitos cultos são gélidos, você não tem poder para derreter esse gelo, porque você não é sal. Você as vezes fala mal do pregador, do cantor, tem tendências de classificar os cultos e as reuniões com requintes de frieza, isso acontece porque você mesmo é incapaz de incendiar qualquer fagulha dentro de uma reunião, você é elemento neutro, se você é sal de verdade, num sentido espiritual, na medida da sua presença o gelo tem que derreter, isso é próprio do sal, não é uma escolha é uma conseqüência.
 O sal tem esse poder, ele é contra o gelo, é anti-frieza espiritual, daí porque cada cristão que é sal, automaticamente é fervoroso, ele tem uma vida intensa de piedade e devoção.  O sal não apenas absorve o calor, ele também tem o poder de derreter a frieza. Agora deixe-me perguntar: Tem o amado irmão essas propriedades na vida cristã?

O sal ainda tem outra utilidade importante, ele é agente de limpeza. Desde tempos antigos, tem se usado o sal para limpeza, aliás ele é um elemento básico na produção de sabões e detergentes.
 Com relação a essa verdade, podemos afirmar com total convicção que o crente que é sal, ele opera a base da limpeza, não se ilude em se contaminar com o mundanismo, pelo contrario, sendo sal, sua ação é contra a sujeira, e nunca favorável a ela. A incidência de pessoas adentrarem pela igreja, trazendo toda a sujeira da moda mundana, da musica mundana, das técnicas mundanas e antibiblicas, como truques psico-emocionais e as teorias da psiquiatria e da psicanálise, por exemplo, é indicio de que as agencias responsáveis por essa introdução de parafernálias mundanas dentro da igreja não os crentes equivalentes ao sal.
 O sal opera para limpar e não sujar, o sal serve para tirar as manchas e não para manchar, seu efeito é purificador, ele limpa e impede a infestação da sujeira e tudo aquilo que se origina da sujeira.
 Qual é a sua influencia nesse sentido dentro da sua igreja? Você tem sido um agente que promove a limpeza e a conservação(Nesse caso da doutrina e da santidade) ou simplesmente é agente neutro? Ou sua influencia tem deteriorado a sua congregação? É hora de analisarmos o desempenho de nosso papel e sua influencia a nossa volta, pois isso vai declarar quem de fato você é, sal ou não!


 O sal também tem um papel importante n crescimento das palmeiras, quando uma palmeira está fraca e raquítica o que se faz? Coloca-se sal em suas raízes e ela começa a crescer, ganha força, estabilidade e vigor, as palmeiras são arvores bíblicas que representam o cristão, o cristão maduro, forte, bem estruturado e frutífero. O sal portanto desempenha um papel fundamental no crescimento de uma palmeira. Quem já viu uma tamareira, palmeira típica das terras bíblicas, sabe que ela dá muito fruto, e durante todo o ano ela floresce e frutifica, as palmeiras também são uma das arvores mais resistentes que existem, alem de frutificar por mais de 200 anos (algumas espécies como as tamareiras) elas resistem aos ventos fortes, aos vendavais e as chuvas torrenciais. Durante o grande Tsunami que destruí uma região costeira da Ásia em anos atrás, muitas pessoas se salvaram agarrando-se as palmeiras, que permaneceram intactas mesmo após toda aquelas fortes águas invadirem com violência as regiões costeiras da Tailândia e da Indonésia.
 O sal produz vigor, uma igreja forte, é uma igreja que tem sal, um ministério forte é um ministério que tem sal.
 Estejamos prontos a entender o que Jesus disse quando afirmou que o cristão é o sal da terra. Isso pode mudar completamente a visão da nossa responsabilidade na comunidade, na sociedade e na igreja e acima de tudo perante DEUS.



CLAVIO JUVENAL JACINTO

O CORPO DE CRISTO




Por Watchman Nee


Aconselhamentos sobre a Vida Cristã
Há umas quantas coisas que quero mencionar, com relação ao Corpo de Cristo.


Cristo, a Igreja e o Corpo
"Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele, tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e agora ouvis estar em mim” (Fp 1: 29,30 ACF)
A versão de Darby acrescenta, entre parêntesis: "Nós somos Sua carne e Seus ossos.”
No Antigo Testamento, Deus nos mostra que Ele tomou uma costela de Adão e formou a Eva. Eva saiu de Adão, ou, para usar outra expressão, Eva era de Adão. De modo similar, se perguntamos: “Que é a Igreja?” a resposta é que a Igreja sai de Cristo. Assim como Deus formou a Eva do que havia tirado de Adão, Ele edifica a igreja com o que tirou de Cristo.
Cristo nos deu, não só Seu poder de Graça, natureza e vontade, mas também Seu próprio Corpo. Ele nos deu Seus ossos e Sua carne. Ele se nos deu a si mesmo, tal como Adão deu seu osso a Eva.
A Bíblia nos diz que Cristo é a cabeça da igreja, e a igreja é o corpo de Cristo. Individualmente, cada cristão é um membro do corpo de Cristo, ´porque cada um sai Dele.
Uma coisa que temos de notar de modo especial é que o corpo de Cristo está na terra. Está na terra, ainda que não pertença à terra. É celestial, porém está na terra. Não pensemos que o corpo de Cristo está no céu. Quando Paulo perseguia a igreja, o Senhor Jesus o deteve no caminho de Damasco e lhe disse : “Saulo, Saulo, por que me persegues?" Não lhe disse: “Por que persegues a minha igreja?" Assim foi revelado a Paulo que a igreja e Cristo são um. A unidade da igreja e Cristo é de uma natureza tal que o perseguir a igreja é perseguir a Cristo. Além disso, o incidente no caminho de Damasco indica que o corpo de Cristo é algo que está na terra. Se estivesse no céu, não seria perseguido nem poderia ser perseguido. Porém, hoje, a igreja na terra é o corpo de Cristo. Por isto Saulo podia perseguir a igreja. Muitos sustentam que a manifestação do corpo é um assunto celestial, de modo que esta manifestação tem que esperar até que cheguemos ao céu. Se este fosse o caso, então Paulo, Saulo, não teria podido perseguir ao Senhor.
Como a igreja é o corpo de Cristo na terra, tem que ser manifestada aqui. Ainda que a cabeça está no céu e o corpo na terra, contudo são um. O que está no céu e o que está na terra são um. Daí porque a perseguição da igreja seja a perseguição do Senhor; o perseguir co corpo é perseguir à cabeça. A união é tão perfeita que não podem ser separados.
Muitas pessoas perguntam: “Como pode o corpo de Cristo ter estado na terra durante o tempo em que viveu Paulo? Durante os dois mil anos desde aquele tempo até o presente, ingentes multidões têm sido salvas, e acrescentadas ao corpo de Cristo. Como, pois, podia a igreja ser o corpo de Cristo naquele período primitivo?” J. B. Stoney, um irmão muito espiritual e muito usado por Deus no século passado, deu uma ilustração muito boa disto:
Disse que a igreja é como um pássaro pequeno. Quando começa a aparecer pela casca do ovo, é chamado de pássaro, apesar de que suas plumas ainda vão aparecer. Mais tarde, quando cresce, ainda se chama pássaro. Não lhe é negado o nome de pássaro quando suas plumas não são de todo visíveis. As plumas crescem lentamente a partir de seu interior; ainda não estão nas asas, visíveis de fora. Todo o crescimento vem de dentro, até que, gradualmente, o pássaro chega a ser um pássaro adulto. E isto é o mesmo que ocorre com a igreja que existe na terra. Ainda que ela, no tempo de Paulo, estava só começando, apesar disso era o corpo de Cristo. Hoje em dia cresceu muito, porém não se lhe acrescentou nada estranho. Todo o crescimento veio de dentro.
Apesar de o número dos que se salvam na igreja ser ainda incompleto, contudo, a igreja é perfeita por dentro. O que está dentro tem que ser desenvolvido plenamente, isto é, Cristo tem que ser manifestado desde dentro dela. Por tanto, a igreja hoje, como a igreja de ontem e a igreja de amanhã, é o corpo de Cristo. Deus não salva as pessoas e as acrescenta à igreja exteriormente, mas é o corpo de Cristo que vai crescendo continuamente, a partir de dentro, da Cabeça.
A igreja não é outra coisa que o que vem de Cristo. Sai da cabeça, que está no céu, porém reside na terra. É um corpo. Como o passarinho, necessita crescer até conseguir chegar ao pleno amadurecimento. A igreja, pois, é uma do começo até o fim.
A Bíblia nos mostra que a base da igreja é o corpo de Cristo. Tudo o que não está fundado no corpo de Cristo não é a igreja. A palavra de Deus reconhece só uma igreja, o corpo de Cristo. Não importam as razões ou quão espirituais sejam seus argumentos, se algo não se baseia no corpo de Cristo, não pode ser reconhecido como igreja. a. Quando a influência do protestantismo estava em seu auge na Europa, além das igrejas nacionais, apareceram muitos grupos e denominações que discordavam (entre si). Durante este período, as igrejas estabelecidas pelos homens brotaram como os bambus na primavera, depois de uma chuva fresca. Escaparam da servidão da Igreja Católica Romana; fugiram da liberdade das igrejas protestantes. Creram que tinham a liberdade de estabelecer igrejas. Porém, as igrejas que estabeleceram estavam fundadas no princípio do corpo?
É imperativo que vejamos com precisão, diante de Deus, o que é a igreja. A igreja é o corpo de Cristo. Tudo o que seja menor que o corpo de Cristo não pode ser usado como base de uma igreja. Por exemplo, nós os irmãos em Shangai temos uma igreja porque aprendemos a estar fundados no corpo e recebemos a todos os membros do corpo de Cristo em nossa comunhão. Só temos uma condição para receber aos irmãos e rimas na igreja aqui, e é esta, que pertençam ao corpo de Cristo, que estejam no corpo. Só isto justifica o fato de que sejamos uma igreja.
Uma vez que temos uma igreja aqui, em Shangai, suponhamos que um dia alguns irmãos estão em desacordo com certas doutrinas ou crêem que algumas verdades sustentadas pela igreja são deficientes. Têm eles o direito de fundar outra igreja? Não, porque não tem base para isto. A base da igreja é o corpo de Cristo. O fundar uma igreja com vistas a defender uma verdade isolada não é suficiente justificativa. Se a igreja em Shangai não é o corpo de Cristo, então estes irmãos podem estabelecer uma igreja. Porém, se ela o é, então têm de continuar sua comunhão com ela.
Não podem estabelecer outra igreja.
Suponhamos que alguns irmãos declaram que não consideram aceitáveis, com relação Às doutrinas da Bíblia, nossa interpretação com relação ao ministrar alimento espiritual aos filhos de Deus. Não, outras sociedades podem estabelecer-se à vontade, porém uma igreja, não! Podem organizar um esforço cristão, uma escola dominical, um clube santo, porém não podem instituir uma igreja. O proporcionar alimento espiritual não é uma base suficiente para formar uma igreja. Só sobre uma base pode ser estabelecida uma igreja, isto é, ela tem de incluir a todos os filhos de Deus. Para dizê-lo de outra forma, a igreja tem que tomar o corpo de Cristo como sua unidade. Se outras pessoas falham em congregar-se na base desta unidade, a responsabilidade é sua, porém uma igreja não pode ter nenhuma condição à parte de pertencer ao corpo. O corpo é, pois, a única condição. A igreja tem de ser compreensiva no mesmo grau que o corpo; ela não pode ser menor que o corpo. Todos os que pertencem a Cristo estão incluídos na igreja. Ninguém no corpo pode ser rechaçado.
Segundo a Bíblia, a igreja de Cristo é o corpo de Cristo, e o corpo de Cristo é a igreja de Cristo. Nem ainda uma doutrina pode ser usada como justificativa para fundar uma igreja. A santidade é importante, porque sem santidade ninguém pode servir a Deus. A fé é muito necessária, porque pela fé somos justificados. Porém, nem a santidade nem a fé podem servir como razão para estabelecer uma igreja, porque a igreja é o corpo de Cristo. Não é a congregação dos que crêem na doutrina da santidade, nem uma assembléia dos que advogam pela justificação pela fé.
Certamente a nacionalidade não pode ser a base da igreja, tal como a igreja luterana da Alemanha, ou a igreja anglicana da Inglaterra. Uma vez Deus deu a Martin Lutero a verdade da justificação pela fé: foi feito o instrumento da extensão do movimento protestante. Porém isto não lhe deu, nem a ele ou a seus seguidores, o direito de estabelecer uma igreja nacional. Se há só dez cristãos hoje, fundamentados no terreno do corpo de Cristo, tem o direito de formar uma igreja. Porém a Alemanha, com seus vinte milhões de cristãos, não pode organizar uma igreja. O fato de ter tantas pessoas, não é causa suficiente para o estabelecimento de uma igreja nacional.
O terreno da igreja, pois, é o corpo de Cristo em uma localidade. Não está baseado em uma doutrina ou uma nação, ou no alimento espiritual ou na interpretação bíblica. Aonde quer que formos, temos que ter bem clara esta posição: que a igreja é o corpo de Cristo. Se uma igreja local se forma sobre esta base, não é sectária.
Se alguns irmãos e irmãs sustentam pontos de vista e interpretações diferentes de ti e, portanto, insistem em estabelecer uma congregação separada, seu terreno é equivocado. Como tu estás no corpo de Cristo, tens o terreno próprio e justo. Eles não tem base, porque seu terreno está baseado em pontos de vista e interpretações. Das chamadas “igrejas” no mundo, só as que estão no corpo de Cristo são igrejas. O resto não tem base suficiente para serem consideradas como igrejas.
Se os filhos de Deus vêem claramente que o corpo é a única base da igreja, não vão dividir-se em seitas. Está muito bem ter uma igreja com somente três ou cinco pessoas; porém, pode não ser reto o estabelecer uma com cem ou mil pessoas. Estamos convencidos que a igreja tem uma só base: o manifestar plenamente o corpo de Cristo. Não nos congregamos em nenhuma outra posição que não a do corpo de Cristo. Espero que os crentes possam ver que ali, onde um grupo em uma localidade excede ou cava por baixo, mina o corpo de Cristo, este grupo não pode ser reconhecido como uma igreja. O grupo que excede o corpo de Cristo é o que recebe a pessoas que não pertencem ao corpo; deixa entrar os não-crentes. Estes grupos passam a ser uma mescla e perdem a categoria de igrejas. Por outro lado, todo grupo que mina o corpo de Cristo é o que faz mais estreita a sua comunhão. Pode ser um grupo de santidade, ou do sétimo dia, ou um grupo batista. Estes grupos restringem o corpo de Cristo mais do que é devido; não têm suficiente base para serem reconhecidos como uma igreja.

24 Marcas da Maturidade





1° Eles tem amor.
2° Eles são vazios de si mesmos.
3° Eles são totalmente entregues para Deus.
4° Eles não buscam a si mesmos.
5° Por não buscarem seus próprios objetivos eles obtêm verdadeiro
contentamento.
6° Eles esperam em Deus para saberem o que Ele quer que façam e eles se
esforçam ao máximo para cumprir a Sua vontade.
7° Eles, diariamente,abrem mão da suas vontades pela vontade de Deus.
8° Todas as suas capacidades são trazidas em sujeição a Deus.
9° Eles sempre tem o senso da presença de Deus em todas as coisas, quer doces
ou amargas.
10° Eles recebem todo prazer e todo sofrimento não como advindas das criaturas
de Deus, mas do próprio Deus.
11° Eles não se deixam cativar pela suas concupiscências por coisas criadas.
12° Eles nunca são movidos da verdade pela contradição ou infortúnios.
13° Eles não são enganados por falsas aparências mas consideram as coisas
como realmente são, e isso num espirito de bondade e amor.
14° Eles estão armados com toda virtude, p rontos para lutar contra todo pecado e
vício e obter a vitória e recompensa em todos os conflitos.
15° Eles observam o que Deus requer deles , ordenam suas vidas concordemente
a isso e agem segundo aquilo que professam.
16° Eles são pessoas de poucas palavras,mas com muita vida interior.
17° Eles são irrepreensíveis e justos,mas não se ensoberbecem por causa disso.
18° Eles são retos e sinceros e pregam mais com suas ações do que com seus
lábios.
19° Eles não tem nenhum outro alvo além da Glória de Deus.
20° Eles estão dispostos a serem repreendidos e abrirem mão dos seus direitos.
21° Eles não desejam sua própria vantagem e acham que as menores coisas já
são boas demais para eles.
22° Eles se consideram menos sábios e dignos que outros homens e são humildes
em tudo.
23° Eles copiam o exemplo do Senhor Jesus em todas as coisas e rejeitam tudo o
que não é próprio para aqueles que seguem o Senhor.
24° E finalmente, se eles são desprezados por muitos, isso será muito mais bem
vindo do que todo favor do mundo.


Autor:   Johannes Tauler

ANDAR EM CRISTO


Em Colossenses 2:6 e 7, Paulo fala que temos que andar em Cristo, apos ter recebido Ele como Senhor e Salvador, confirmando a fe e vivendo uma vida de açao de graças. Isso significa progresso, maturidade. Cristo e o centro da vida crista. Note que Paulo nao diz que devemos andar com Ele mas NELE. Cristo deve ser o centro da nossa existencia, nao ha vida fora dele, nao ha verdade fora dele Portanto Cristo em nos, e a esperança da gloria.
Cristo e nossa realidade, eterna e espiritual, e sabemos que um coraçao piedoso, devoto e consagrado, esta completamente voltado para tudo o que tem duraçao eterna.
Ha uma direçao na vida crista, conhecer o amor de Cristo que execede todo o entendimento. Sem essa experiencia continua de amor divino, que desce sobre nos na medida que amamos mais e mais a Ele, nao havera verdadeiro progresso espiritual. Andar Nele, e uma realidade alcançavel, um nivel de vida crista elevado, que poucos alcançam porque nao buscam o conslho de Pulo em Colossenses 3:1 e 2, pensar nas coisas elevadas, nas celestiais, e buscar com intensasidade e fervor, essas coisas, pois elas nao sao passageiras, Tudo o que e celestial tem a mesma duraçao que a sua fonte de origem. Deus quer nos dar o melhor, e isso tudo esta incluido em seu proprio filho.
Watchman Nee certa vez disse que "Todas as coisas espirituais que estao fora de Cristo sao mortas" Nele est´´a tudo o que transmite verdadeira realidade e verdadeira vida, no livro de Colossenses esta escrito que Ele e antes de todas as coisas, tudo subsiste por meio Dele, na verdade a suma da realidade espiritual e que Cristo e tudo. Andar nele significa experimentar verdadeira felicidade, e ter verdadeira comunhao, e ter verdadeira segurança, e ter verdadeira amizade, e ter verdadeira realidade e ter verdadeira esperança.  Em cristo estao todos os segredos da verdadeira ciencia espiritual, e Nele encontramos todos os princpios da sabedoria eterna. Lovamos ao Deus Pai, por nos ter dado todas as coisas em seu Eterno Filho. Andar Nele, e somente ataves desse caminhar, desse destino, podemos experimentar a realidade da auentica vida crista. Cristo e a vida como caminho, a verdade como direçao, a verdade como destino e a verdade como plenitude de existencia e eternidade,.

A ELE TODA HONRA E TODA GLORIA

Amem

Autor: Clavio juvenal Jacinto

PORQUE OS CRISTAOS SOFREM?

por
J. Hampton Keathley III
hamptonk3@bible.org
Traduzido por B.V. Alves

Introdução

Por que eu? Porque agora? O que Deus está fazendo? O sofrimento é um instrumento que Deus usa para chamar nossa atenção e levar a efeito Seus propósitos em nossas vidas. Ele foi arquitetado para construir nossa confiança no Todo Poderoso, embora requeira resposta correta para poder obter sucesso no cumprimento nos propósitos de Deus. O sofrimento nos força a voltar-nos da confiança em nossos próprios recursos para uma vida pela fé nos recursos de Deus.
O sofrimento, por si só, não é virtude nem sinal de santidade. Também não é um jeito de ganhar pontos com Deus ou de subjugar a carne (como no ascetismo). Quando possível, o sofrimento é para ser evitado. Cristo evitou sofrer, a menos que isso significasse agir em desobediência à vontade do Pai.
 “No dia da prosperidade, goza do bem; mas, no dia da adversidade, considera em que Deus fez tanto este como aquele, para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele.” (Eclesiastes 7:14)
As questões a seguir são formuladas para nos ajudar a “considerar” o dia da adversidade:
(1) Como estou reagindo a ele?
(2) Como eu deveria estar reagindo a ele?
(3) Estou aprendendo alguma coisa com ele?
(4) Minha reação demonstra fé, amor por Deus e pelos outros, caráter cristão, valores, compromissos, prioridades, etc.?
(5) Como Deus pode usá-lo em minha vida?

Definição de Sofrimento

O que são essas curvas que Deus pôs no caminho de nossa vida e que devemos tão cuidadosamente considerar? Expressando de forma simples, sofrimento é qualquer coisa que machuca ou irrita. No projeto de Deus, ele é algo que nos faz pensar. É um instrumento que Deus usa para chamar nossa atenção e cumprir seus objetivos em nossas vidas de uma forma que jamais aconteceria sem essa provação ou irritação.

Ilustrações sobre Sofrimento

“Pode ser câncer ou inflamação na garganta. Pode ser a doença ou a perda de alguém próximo. Pode ser uma falha pessoal ou uma decepção no trabalho ou na escola. Pode ser um boato que esteja circulando em seu trabalho ou igreja, trazendo-lhe tristeza e ansiedade.”[1] Pode ser qualquer coisa, variando de algo tão pequeno quanto uma picada de mosquito ao enfrentamento de um leão numa cova de leões, como aconteceu com Daniel (Daniel 6).

Causas Gerais de Sofrimento

(1) Sofremos por que vivemos num mundo decaído onde o pecado impera nos corações dos homens.
(2) Sofremos devido a nossa própria inépcia. Colhemos aquilo que plantamos (Gálatas 6:7-9).
(3) Às vezes sofremos por ser isso a disciplina de Deus. “Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe.” (Hebreus 12:6).
(4) Podemos sofrer perseguição devido a nossa fé—especialmente quando tomamos uma posição acerca de questões bíblicas, isto é, sofremos por causa da retidão (2 Timóteo 3:12).
Obviamente, nem todas se aplicam ao mesmo tempo. Por exemplo, nem todo o sofrimento é produto de nossa própria tolice, tormento auto-induzido, ou pecado. É verdade, entretanto, que raramente o sofrimento deixa de revelar áreas de necessidade, áreas de fraqueza, ou atitudes que precisam ser removidas como a escória no processo de refinamento do ouro (conforme 1 Pedro 1:6-7).
Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo. (1 Pedro 1:6-7)

A Natureza do Sofrimento

(1) O Sofrimento é Doloroso. Sofrer é difícil; jamais é cômodo. Apesar do que sabemos e de quão esforçadamente aplicamos os princípios, haverá dor (conforme 1 Pedro. 1:6—“contristado” = lupeo, “causar dor, aflição, tristeza”).
(2) O Sofrimento é Desorientador. O sofrimento é um tanto misterioso. Podemos conhecer algumas das razões teológicas para o sofrimento a partir das Escrituras, mas quando ele nos golpeia, ainda há um certo mistério. Por que agora? O que Deus está fazendo? O sofrimento é idealizado para construir nossa confiança no Todo Poderoso.
(3) O Sofrimento tem Propósito. O sofrimento não é despido de significado, apesar de seu mistério. Seu principal propósito é a formação de um caráter semelhante ao de Cristo.
Romanos 8:28-29 28 Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. 29 Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
(4) Sofrer nos Experimenta (revela). “Provações” em Tiago 1:2 é o termo grego peirasmos e refere-se ao que examina, testa e prova o caráter ou a integridade de algo. “Tentações”, outra tradução da palavra no mesmo versículo, é dokimion, que passa uma idéia similar. Esta se refere a um teste delineado para provar ou aprovar. O sofrimento é aquilo que prova o caráter e a integridade de alguém, bem como o objeto e a qualidade de sua fé. Compare com 1 Pedro 1:6-7 onde as mesmas palavras gregas são usadas junto com verbo dokimazo que significa “pôr à prova”, “provar testando como ao ouro.”
(5) O Sofrimento é um Processo. Como processo, ele leva tempo. Os resultados que Deus procura alcançar com as provações da vida requerem tempo e, também, perseverança.
Romanos 5:3-4 3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; 4 e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança.
Tiago 1:3-4 3 Sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. 4 Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.
(6) O Sofrimento é um Purificador. Não importa a razão, mesmo que ele não seja a disciplina de Deus pela carnalidade grosseira, é um purificador já que nenhum de nós jamais será perfeito na vida.
Filipenses 3:12-14 12 Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. 13 Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, 14 prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
(7) O Sofrimento Provê Oportunidade. O sofrimento oferece oportunidade para a glória de Deus, nossa transformação, testemunho e ministério, etc. (Veja razões para o sofrimento, dadas abaixo.)
(8) O Sofrimento Requer Nossa Cooperação. Para ter sucesso no cumprimento dos objetivos de Deus, o sofrimento requer reação adequada de nossa parte. “Todos nós queremos o produto, caráter; mas não queremos o processo, sofrimento.”[2] Devido à nossa constituição como seres humanos, não podemos ter um sem o outro.
(9) O Sofrimento é Predeterminado ou Prescrito.
1 Pedro 1:6 Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações.
1 Pedro 4:12 Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo.
(10) O Sofrimento é Inevitável. A questão que todos precisamos enfrentar não é “se” teremos provações na vida, mas sim “como” reagiremos a elas.
 1 Tessalonicenses 3:3 ...a fim de que ninguém se inquiete com estas tribulações. Porque vós mesmos sabeis que estamos designados para isto.
1 Pedro 4:19 Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem.
(11) O Sofrimento É Uma Luta. Será uma batalha durante todo o tempo. É por isso que são chamadas “provações” e “provas.” Mesmo quando conhecemos os propósitos e princípios do sofrimento, e conhecemos as promessas de amor e interesse divinos dados na Palavra de Deus para lidar com o sofrimento, enfrentar as provações da vida jamais é fácil porque o sofrimento machuca. As provações simplesmente nos dão a capacidade de cooperar com o processo (Tiago 1:4). Elas apenas propiciam o funcionamento do processo e nos permitem experimentar contentamento e paz interior dentro das provações.
A fim de lidar com o sofrimento com contentamento interior e tranqüilidade, precisamos ser capazes de olhar mais além para os propósitos e motivos de Deus para o sofrimento. Isso requer fé nas verdades eternas de Deus.
Constate as bênçãos da aflição conforme vistas no testemunho do salmista no Salmo 119:
Antes da aflição
Desviar e ignorar (vs. 67a)
Durante a aflição
Aprender e mudar de direção (vs. 71, cf. vs. 59)
Quando estamos em aflição precisamos de:
(1) Determinar as Causas, se pudermos (Isto é devido a alguma coisa que eu fiz?)
(2) Determinar os Objetivos (O que Deus está querendo fazer em minha vida ou na de outrem?)
(3) Determinar as Soluções (Como Deus quer que eu lide com isto?)
Após a aflição
(1) Conhecimento e mudança (vss. 67b, 97-102)
(2) Descansar e avaliar (vss. 65, 72)

Precisamos compreender que o propósito principal de Deus nas nossas vidas é tornar-nos a imagem de Cristo e Ele determinou em Seu plano usar o sofrimento para nosso desenvolvimento espiritual. Se devemos suportar o sofrimento e as provações da vida, entretanto, devemos também entender e acreditar nos outros propósitos e razões para o sofrimento, na medida em que estes estão relacionados com o propósito principal.

Propósitos e Razões para o Sofrimento

(1) Sofremos como testemunho, tal como uma testemunha (2 Timóteo 2:8‑10; 2 Coríntios 4:12‑13; 1 Pedro 3:13‑17). Quando os crentes lidam com o sofrimento com contentamento e estabilidade, isso se torna um maravilhoso testemunho do poder e vida no Cristo que afirmamos e reputamos. O sofrimento provê oportunidades vitais para manifestar e magnificar o poder de Deus através de seus servos, a fim de verificar e confirmar o mensageiro e sua mensagem. Ele fornece oportunidades para revelar nossas credenciais como embaixadores de Cristo (1 Reis 17:17‑24; João 11:1‑45). Estão incluídas as seguintes áreas:
a. Glorificar a Deus perante o mundo angélico (Jó 1-2; 1 Pedro. 4:16).
b. Manifestar aos outros o poder de Deus (2 Coríntios 12:9, 10; João 9:3).
c. Em meio ao sofrimento, manifestar o caráter de Cristo, como um testemunho para ganhar outros para Ele (2 Coríntios 4:8-12; 1 Pedro 3:14-17).
(2) Sofremos para desenvolver nossa capacidade e compaixão, confortando outros (2 Coríntios 1:3-5).
(3) Sofremos para controlar nosso orgulho (2 Coríntios 12:7). O Apóstolo Paulo entendeu seu espinho na carne como um instrumento permitido por Deus para ajudá-lo a manter um espírito de humildade e dependência do Senhor, devido às revelações especiais que ele tinha recebido por ter sido arrebatado ao terceiro céu.
(4) Sofremos por ser isso um instrumento de ensino. Amorosa e fielmente Deus usa o sofrimento para desenvolver nossa justiça pessoal, maturidade, e nosso andar Nele (Hebreus 12:5f; 1 Pedro 1:6; Tiago 1:2-4). Neste sentido, o sofrimento é planejado como:
a. Uma disciplina contra o pecado para trazer-nos de volta ao corpo de Cristo por meio de confissão genuína (Salmos 32:3-5; 119:67).
b. Um instrumento de desbaste para remover os galhos mortos de nossas vidas (fraquezas, pecados por ignorância, valores e atitudes imaturos, etc.) O objetivo desejado é o aumento da frutificação (João 15:1-7). Provações podem tornar-se espelhos de repreensão para revelar áreas escondidas de pecados e fraquezas (Salmos 16:7; 119:67, 71).
c. Um instrumento de crescimento arquitetado para levar-nos a depender do Senhor e de Sua Palavra. Provações testam a nossa fé e nos levam a usar as promessas e princípios da Palavra (Salmos 119:71, 92; 1 Pedro 1:6; Tiago 1:2-4; Salmos 4:1 [Em hebraico esta passagem pode significar “Você tem me ampliado, me feito crescer através de minha agonia”]). Sofrimentos ou provações nos ensinam a verdade do Salmo 62:1-8, a verdade de aprender a “esperar somente no Senhor.”
d. Um meio de aprender o que verdadeiramente significa obediência. Ele se converte num teste de nossa lealdade (Hebreus 5:8). Ilustração: Se um pai diz a seu filho para fazer algo de que este gosta (por exemplo, tomar uma taça de sorvete) e o filho o faz, a criança obedeceu, mas na realidade não aprendeu nada sobre obediência. Se o pai, entretanto, pede-lhe que corte a grama do jardim, isso vem a ser um teste e ensina algo sobre o significado da obediência. A questão é: a obediência freqüentemente nos custa algo e é difícil. Ela pode requerer sacrifício, coragem, disciplina, e fé na crença de Deus é bom e tem em mente o nosso melhor interesse, não importa como as coisas nos pareçam. Não importa a razão pela qual Deus permite o sofrimento em nossas vidas; raramente ele não revela áreas de necessidade, fraquezas, atitudes erradas, etc., tal como aconteceu com Jó.

O sofrimento, em si mesmo, não é coisa que produza fé ou maturidade. Ele é apenas um instrumento que Deus usa para trazer-nos a Ele de forma a que possamos responder a Ele e a Sua Palavra. O sofrimento nos força a voltar-nos da confiança em nossos próprios recursos para uma vida de fé nos recursos de Deus. Ele nos faz pôr em primeiro lugar as primeiras coisas. No final das contas, são a Palavra e o Espírito de Deus que geram fé maduro caráter semelhante ao de Cristo (Salmos 119:67, 71). 

Tiago 1:2‑4; 1 Pedro 1:6‑7: A expressão chave é “a prova de nossa fé.” “Prova” é a palavra dokimion que mostra ambos os conceitos: o teste que purifica, e os resultados, a prova resultante do teste. O Senhor usa provações para testar nossa fé no sentido de purificá-la, trazê-la para a superfície, de forma que somos forçados a pôr nossa fé para trabalhar.

(5) Sofremos para que seja produzida persistente dependência da graça e do poder de Deus. O sofrimento é planejado para fazer-nos andar pela capacidade, poder e provisão de Deus, ao invés dos nossos (2 Coríntios 11:24-32; 12:7-10; Efésios 6:10f; Ex. 17:8f). Ele faz nos voltar dos nossos recursos para os recursos de Deus.
(6) Sofremos a fim de manifestar a vida e o caráter de Cristo (O Fruto do Espírito) (2 Coríntios 4:8-11; Filipenses 1:19f). Isto é semelhante ao ponto (4) acima, com ênfase maior no processo e definição do objetivo, a produção do caráter de cristo. Tem tanto um aspecto negativo quanto um positivo:
a. Negativo: O sofrimento ajuda a remover impurezas de nossas vidas, tais como indiferença, autoconfiança, motivos falsos, autocentrismo, valores e prioridades incorretos, mecanismos de escape, por meio dos quais procurarmos tratar de nossos problemas (soluções humanas). O sofrimento, por si só, não remove as impurezas, mas é um instrumento que Deus usa para fazer-nos exercitar a fé nas provisões da Sua graça. É a graça de Deus em Cristo (nossa nova identidade em Cristo, na Palavra e no Espírito Santo) que nos modifica. Este aspecto negativo é efetuado em duas circunstâncias: (1) Fora da convivência com o Senhor: O sofrimento vem a ser a disciplina de nosso Pai celeste (Hebreus 5:5-11; 1 Coríntios 11:28-32; 5:1-5). Isso envolve pecado conhecido, rebelião e indiferença a Deus. (2) Dentro da convivência com o Senhor: O sofrimento vem a ser o amoroso, habilidoso e produtivo trabalho do Viticultor para nos tornar mais férteis. Envolve pecado não conhecido, áreas de que não estamos cientes mas que, mesmo assim, estão atrapalhando nosso crescimento e frutificação. Neste caso, muitas vezes o sofrimento constitui espelho de censura (João 15:1-7).
b. Positivo: Quando os crentes vivem o sofrimento em contentamento (isto é, suportam e continuam aplicando as promessas e princípios da fé), a vida e o caráter de Cristo serão mais e mais manifestados à medida que eles crescem dentro do sofrimento (2 Coríntios 4:9‑10; 3:18). Isso significa confiança, paz, alegria, estabilidade, valores bíblicos, fidelidade, obediência, em contraste a atitudes mentais pecaminosas, acusações, fugas, reclamações e reações contra Deus e seu povo.
(7) Sofremos a fim de manifestar a natureza perversa de homens maldosos e a retidão da justice de Deus quando isso entra em julgamento (1 Tessalonicenses 2:14-16). O sofrimento nas mãos de pessoas (perseguição, tratamento violento) é usado por Deus para “encher a medida de seus pecados.” Mostra o caráter perverso daqueles que perseguem outros e a justiça do julgamento de Deus quando eles caem.
(8) Sofremos a fim de ampliar nossos ministérios (conforme Filipenses 1:12-14 e 4:5-9). No processo de gerar caráter cristão e promover nosso testemunho a outros, o sofrimento muitas vezes nos abre as portas para ministérios que jamais poderíamos ter imaginado. A prisão de Paulo (diariamente acorrentado a soldados romanos em sua própria casa) resultou na disseminação do evangelho pela elite imperial da guarda pretoriana. Sem dúvida, o Apóstolo se rejubilava continuamente no Senhor, mas se ele tivesse estado reclamando, aborrecido e amargo, seu testemunho poderia ter sido nulo.





[1] Ron Lee Davis, Gold in the Making, Thomas Nelson, Nashville, 1983p. 17-18.
[2] Davis, p. 19. Veja também a p. 32.


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